Boa comunicação é igual a bons relacionamentos

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A comunicação não deveria ser uma disciplina encarada apenas como uma ferramenta que nos ensina a falar bem, escrever bem e enriquecer nossos conhecimentos através da leitura e do estudo das regras gramaticais. A comunicação é um processo que o ser humano utiliza para compartilhar seus pensamentos, suas ideias, seus sentimentos e suas emoções. É quando podemos tornar real tudo aquilo que se passa em nossa mente. Esse compartilhamento viabiliza nosso relacionamento com os outros. Assim, concluímos que uma boa comunicação estabelece bons relacionamentos. Por que nem sempre isso ocorre?


A partir do momento que nos enxergamos como seres sociais em todos os âmbitos de nossa vida e que enviamos e recebemos uma quantidade imensa de mensagens carregadas de informações conscientes e inconscientes, percebemos que a comunicação humana é complexa. Tornou-se automática no decorrer de nossa evolução, mas, como dirigir um carro, muitos de nós somos péssimos motoristas. Existem aqueles que usam o meio de transporte como um escudo de poder, extensão do ego e até arma. A metáfora é conveniente, afinal, já diz o slogan publicitário que “o brasileiro é apaixonado por carro”.

O importante é avaliarmos como anda a qualidade de nossos relacionamentos. Quais as mensagens que enviamos para as pessoas que são importantes para nós? Como reagimos às respostas que essas pessoas nos dão? E como processamos as mensagens enviadas por elas?


Quando falamos em pessoas importantes, estamos nos referindo a todos aqueles que desempenham um papel de influência em nossos relacionamentos, tanto os familiares, pelos seus laços sanguíneos, como aqueles que têm um vínculo profissional conosco – chefe, subordinado, cliente etc.


Por exemplo, escutar é uma habilidade que dificilmente nos ensinam a desenvolver em casa, na escola e mesmo no trabalho. Escutar o outro não é somente uma habilidade como também uma virtude e não deve ser confundida com ouvir, pois, para isso, basta não sermos surdos. O problema de escutar reside na grande quantidade de barreiras que armamos quando alguém quer falar conosco. Nossa capacidade de pensar é vinte vezes mais rápida do que nossa capacidade de escutar. Por isso, é fácil nos perdermos em distrações, julgamentos, comparações, ensaios, em vez de escutarmos atentamente um amigo com problemas.


Um outro aspecto que colabora com a complexidade da comunicação humana são os gestos embutidos nas mensagens que enviamos e recebemos. Uma boa parte desses gestos tornou-se inconsciente e secundária desde que nossos ancestrais inventaram a palavra. Essa parte inconsciente continua a manifestar-se, transmitindo mensagens sinceras, nem sempre compatíveis com aquilo que falamos. Mas também herdamos de nossos parentes das cavernas a capacidade de ler esses sinais não verbais de forma inconsciente. Alguma vez, você já deve ter-se perguntado: “Por que será que eu não vou com a cara de fulano? Ele é tão simpático e educado!” Talvez os gestos dele foram incoerentes com suas palavras, e você captou. Talvez a opinião que formou sobre ele tenha-se baseado nas crenças que você sustenta e nas experiências que teve no passado. Neste caso, entramos em um outro capítulo da Comunicação Comportamental.


De qualquer forma, o ponto mais importante no processo de comunicação é ser claro e preciso com seu interlocutor. Não adianta fazer uso de ambiguidades, simbologias ou jargões técnicos, se as pessoas com quem você fala não são capazes de entender sua mensagem. É como o médico que recita uma lista de palavras terminadas em –ite e -ose para um paciente leigo e aterrorizado. Ele pode ser um profissional altamente qualificado no conhecimento acadêmico, mas uma negação no relacionamento com seu cliente.

Gino Cammarota é sócio-diretor e palestrante da PS Comunicação Profissional

Fonte: http://www.artigos.com/artigos/sociais/comunicacao/%93boa-comunicacao-e-igual-a-bons-relacionamentos%94-22077/artigo/


Publicado em: 05/03/2012 | Por: Aline Resende Frediani | Voltar para Blog

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